Li na imprensa de Taperoá, aqui na Internet, notícias de mais realizações da Prefeitura já entregues ao povo.
Um centro de comercialização de produtos agrícolas e uma casa da costura.
No primeiro, além da sua significação para os produtores agrícolas, aplaudi a sua denominação.
Manoel de Assis Melo foi um homem de bem, comandante do time do Bem, e uma bandeira na luta dos taperoaenses por uma Prefeitura produtiva e decente.
Vivo, estaria feliz com essa iniciativa do Prefeito Deó, vendo sua cidade e seus colegas produtores agrícolas com um local decente para a comercialização de seus produtos.
Morto, lá de cima, observa sua memória cultuada, a reverência de toda uma cidade e a marca do seu nome honrado numa obra que gostaria de ter feito.
No segundo, celeiro de grandes costureiras, toda Taperoá e com toda certeza, lembrou Zefa de Usina, Laurencita, Estefânia e tantas outras que não me ocorrem agora, representadas por Estelita Siqueira nesse monumento ao trabalho delas, ontem, e local de preparo das de hoje.
Diz um dito popular que por trás de um grande homem tem sempre uma grande mulher.
Controlada, batalhadora por vida, Estelita Siqueira foi uma dessas grandes mulheres e ao vê-la nas fotos, alegre pela homenagem numa obra do seu filho mais velho, ocorreu-me a lembrança da amizade e admiração do meu pai, pelo modesto e grande homem que foi Seu Menino, o marido dela.
Eu era um rapazinho, naquele tempo, e recordo como descobri a liga da amizade do meu pai para com Seu Menino e vice versa.
Os dois tinham zelo nos seus respectivos ofícios. Seu Dantas era produtor de algodão e Seu Menino era um transportador de fibra e da fibra. E um avaliava a vitalidade do seu negócio, ouvindo a opinião do outro.
E lembro meu pai avaliar que o algodão não ia bem das pernas quando Seu Menino deixava de trocar seu caminhão a cada dois anos.
Afora essas atividades complementares em torno do algodão, Seu Dantas e Seu Menino tinham opiniões convergentes em torno de política local. Eram udenistas de primeira hora.
Os dois curtiam a mesma aversão, ao PSD e aos Farias. Um confortava o outro ao longo de algumas derrotas políticas que os contrariavam bastante. E imagino os dois felizes, hoje, lá em cima, com esses dois períodos da administração de Deó e com esse salto de qualidade que a administração da cidade está dando.
Recordo os dois brincando com um terceiro amigo comum, e dos bons, Seu Joca Mota, que era Farias de nascença, mas sempre orgulhoso dizia que tinha por nome João Mota da Silva.
Recordo os três, conversando na sinuca de Luiz Nóbrega, indignados porque e por razões políticas Taperoá não teve seu abastecimento d’água em 1960, quando a Câmara de Vereadores, com maioria pessedista, negou a autorização legal para que a CAENE, o braço da SUDENE que cuidava de abastecimento d’água na Região fizesse o serviço, mas que para os pessedistas de então tinha o defeito de ter doutor Manelito como engenheiro e inspirador dessa obra.
Taperoá em foco
com dantasvilar.net



.jpg)

