A moça deu entrada na maternidade no dia anterior (segunda-feira,14)
com fortes dores. Ela foi levada pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência), após a bolsa d'água se romper. Quando chegou no local,
foi encaminhada para a sala de parto.
Segundo Maria Alcine, a
equipe médica sugeriu um parto natural. Durante horas, ela tentou ter a
criança. A jovem conta que pelo menos cinco médicos trabalharam no parto
e chegaram a discutir sobre os procedimentos que deveriam ser tomados.
Ela com que, em um determinado momento, ouviu apenas um ‘estalo’ e
questionou os médicos sobre o estado de saúde da criança.
Nesse
momento, ela perguntou se o filho estava morto e teria recebido a
resposta positiva de um dos médicos. A mulher conta que, às pressas,
foi levada para o centro cirúrgico e passou por uma cesariana, para
retirar o restante do corpo da criança.
— Eu senti uma coisa
saindo de dentro de mim, mas era muito pequeno. Depois me dei conta que
era apenas a cabeça e o restante do corpo ficou dentro de mim.
A
jovem recebeu alta na quarta-feira (16) e diz que, até o momento, ainda
não viu o corpo do filho. O cadáver está no necrotério e deve ser
enterrado nesta quinta-feira (17), caso seja liberado. Maria afirma ter
tido uma gestação normal e feito corretamente todo o pré-natal.
Ela diz que irá denunciar o caso ao Ministério Público e que espera justiça. Maria é mãe de outras três crianças.
A
direção do hospital marcou uma entrevista coletiva para esta
quinta-feira para esclarecer os fatos. Uma sindicância já foi aberta
para apurar o caso. O hospital adiantou que a cabeça só foi degolada
porque a criança já estava morta e apresentava um problema no ombro.
Taperoá em foco
com r7



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