“A porta não está fechada”. Com essa frase o vice-juridico do
Flamengo, Rafael de Piro, comentou a possibilidade de o goleiro Bruno um
dia voltar a defender o clube da Gávea. Na semana passada, o advogado
do atleta, Rui Pimenta, deu declarações afirmando que o jogador se
reapresentaria ao Rubro-Negro caso conseguisse um habeas corpus.
Bruno
está preso desde julho de 2010 na Penitenciária de Segurança Máxima
Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele é
suspeito de ter participado do sequestro e do assassinato de Eliza
Samudio, sua ex-amante.
Desde então, o contrato com o Flamengo
foi suspenso, mas não rescindido. Com isso, se o jogador fosse solto,
continuaria com seu vínculo ao Rubro-Negro, conforme explicou Rafael de
Piro, ao R7.
- O contrato está apenas suspenso e, em tese, pode
ser reativado. A porta não está fechada. Se o contrato está suspenso ele
pode, em tese, voltar.
No entanto, de acordo com o advogado
flamenguista, o assunto em nenhum momento foi discutido pelos
dirigentes. A presidente Patricia Amorim nunca escondeu o trauma pelo
episódio, que ocorreu com seis meses de seu mandato.
- Não houve
conversa com o Joel [Santana, treinador] ou a Patricia. Vamos esperar as
coisas acontecer. É difícil falar em suposição, mas a prisão me parece
de fato desnecessária do ponto de vista jurídico. Ele saindo estaremos
diante de uma nova realidade e examinaremos para ver, com calma, o que
fazer.
O advogado de Bruno aguarda que o pedido pelo habeas
corpus seja julgado em três semanas. Se tiver êxito, prometeu apresentar
o goleiro no dia seguinte ao clube carioca. Rafael de Piro, no entanto,
adota cautela ao falar sobre o assunto.
- Temos que ver também,
no caso de o habeas corpus ser concedido, quais condições serão impostas
a ele. A ordem de habeas corpus às vezes é deferida, mas o acusado não
pode deixar a Comarca do crime ou dormir fora de casa. Pode ser que saia
com algumas restrições e precisamos ver se seria possível conviver com
as atividades dele no clube.
Taperoá em foco
com r7



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