Suellen Carvalho deixou a cadeia de Pindamonhangaba, também no interior
paulista, no início da tarde desta terça-feira. No dia anterior, ela
foi chamada à delegacia de Taubaté. Ao chegar ao local, foi presa, pois
devia seis meses de pensão.
"Eu não sabia que ele tinha me colocado pra pagar pensão. Aconteceu sem
me comunicar primeiro. Eu nem sabia que existia um processo contra
mim", contou a jovem.
Suellen passou uma noite na cadeia. O parto está marcado para
quinta-feira (10), às 8h. Ela reclamou da experiência de ficar atrás das
grades. "Eu tive dor, bastante dor. Fui para o hospital até, estava com
um dedo e meio de dilatação", contou. “Por eu não ser criminosa, chegar
no hospital com polícia, todo mundo fica olhando, falam ‘nossa, grávida
com polícia’, é complicado", disse a jovem.
Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Taubaté,
Aluísio Nobre, a gravidez não é um impedimento para o cumprimento da
ordem judicial. "Se não tiver risco à gestante, não há nenhum
impedimento que seja presa. E também é necessário que se diga que quando
o juiz decretou essa prisão, ele não teve em mente se há um direito ou
um dever da mulher ou do marido, ou da ex-mulher ou do ex-marido, e sim
daquela criança que está esperando por essa pensão alimentícia e que é
fator, inclusive, da sua sobrevida", explicou.
Taperoá em foco
com g1



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