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De acordo com o MP, o sentimento de insegurança nas agências e postos
de atendimento e do descaso dos bancos em relação ao cumprimento das
leis de segurança motivaram a instauração do inquérito. Glauberto
Bezerra criticou a tentativa dos bancos de responsabilizar funcionários e
clientes pela segurança nos seus estabelecimentos, assim como a
estratégia de culpar a segurança pública. "O banco é uma atividade de
risco e por isso deve tomar medidas de precaução para proteger os
trabalhadores e os consumidores", alertou.
O promotor ainda explicou que existem dois tipos de violência, a
explícita que vista em assaltos, assassinatos e estupros, e a silenciosa
ou estrutural, decorrente do trabalho escravo e infantil, tráfico de
seres humanos, delitos contra direitos difusos e coletivos como meio
ambiente, saúde pública, consumidor e gênero.
“Não é somente o Estado que lesa direitos, mas também o particular
viola direitos fundamentais e humanos. É preciso proteger o consumidor
face aos riscos para a sua saúde e segurança e promover e resguardar os
interesses econômicos dos consumidores", completou Glauberto.
Taperoá em foco
com g1 pb



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