Os professores da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
realizarão, na próxima segunda-feira (28/05), um ato público na Praça da
Bandeira, em Campina Grande, a partir das 9 horas. Os professores se
concentrarão na UFCG a partir das 7:30h, saindo em carreata às 8:30h até
à Praça. O ato tem como objetivo pressionar o governo para realizar uma
efetiva negociação da reestruturação da carreira. Os professores estão
paralisados desde o dia 17/05, buscando a reestruturação de sua
carreira, valorização e a melhoria das condições de trabalho.
Para
o ato público está sendo programada a distribuição de nota explicativa
dos motivos da greve, buscando a compreensão e o apoio da população para
o movimento. O protesto promovido pelo Comando Local de Greve -- CLG
dos professores da UFCG está sintonizado com atos que acontecerão em
nível nacional, também amanhã.
O CLG da UFCG segue uma orientação
do Comando Nacional de Greve - CNG, que avalia o dia 28 como uma data de
suma importância no processo de negociação para a reestruturação da
carreira docente. "Todas as seções sindicais devem marcar esse dia em
vigília", ressalta o CNG.
Em Brasília (DF), por exemplo, centenas
de professores federais em greve realizam, na mesma data, uma
manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, mesmo que reunião
do Grupo de Trabalho que discute a reestruturação da carreira docente, a
principal reivindicação dos professores das universidades federais,
tenha sido cancelada, de forma injustificada pelo governo.
De
acordo com nota divulgada pelo Comando Nacional de Greve (CNG), "o
cancelamento da reunião do GT confirma o não andamento das negociações e
o interesse do governo em desarticular o movimento da categoria em
greve". O CNG aponta que as manifestações desta segunda (28) devem
denunciar a falta de compromisso do governo com a negociação e o
desrespeito com os docentes em greve. "A expectativa é intensificar
ainda mais a greve e ampliar as ações de mobilização", ressalta o
Comando.
As principais reivindicações dos professores são:
reestruturação da carreira docente, com carreira única em 13 níveis
remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso
correspondente ao salário mínimo do DIEESE para regime de 20h,
interstícios de dois anos entre os níveis, percentuais de acréscimo
relativos à titulação e ao regime de trabalho e incorporação das
gratificações. Os professores também buscam a sua valorização como
servidores públicos federais e a melhoria das condições de trabalho nas
universidades, que hoje não oferecem boas condições da realização de
ensino, pesquisa e extensão.
Taperoá em foco
com ADUFCG



.jpg)
