Os corpos decapitados e mutilados de 49 pessoas foram encontrados
neste domingo à beira de uma estrada que liga a cidade de Monterrey, no
Norte do México, à fronteira do país com os EUA. As autoridades locais
disseram acreditar que este seja mais um lance na guerra entre as
gangues que disputam o controle do narcotráfico na região.
Segundo
o procurador geral do estado de Nuevo León, Adrián de la Garza, alguns
dos corpos encontrados levavam tatuagens do culto à "Santa Muerte",
popular entre as gangues de traficantes. Ele não descartou, porém, que
as vítimas fossem emigrantes que se dirigiam à fronteira dos EUA para
atravessá-la ilegalmente.
Os corpos de 42 homens e seis mulheres
foram encontrados às 4h locais deste domingo (6h em Brasília) no
município de San Juan, na rodovia que leva à cidade de Reynosa, na
fronteira do México com os EUA. Policiais e soldados do Exército
mexicano fecharam a rodovia para recolher os corpos, que estavam em
sacos plásticos, e examinar o local.
De acordo com o porta-voz das
forças de segurança de Nuevo León, Jorge Domene, junto aos corpos
havia sido deixada uma bandeira e uma mensagem na qual o cartel de
traficantes Zetas assumia a responsabilidade pelo massacre. Domene
acrescentou que o fato de as cabeças e as mãos das vítimas terem sido
cortadas torna sua identificação mais difícil. Os corpos foram levados
para Monterrey, para testes de DNA.
O procurador De la Garza
disse que as vítimas podem ter sido mortas nos dois dias anteriores em
outro local e depois transportadas até San Juan, que fica 125 km a
Sudoeste do ponto de entrada nos EUA de Roma (Texas).
Cerca de 40
mil pessoas já perderam suas vidas em conflitos relacionados ao
narcotráfico no México desde que o governo do país adotou a política
norte-americana de "guerra às drogas", há 15 anos. Somente neste mês,
outros 23 corpos haviam sido encontrados abandonados na cidade de Nuevo
Laredo e outras 18 em uma estrada próxima a Guadalajara, a segunda
maior cidade do país. Em abril, a polícia havia encontrado os corpos
mutilados de 14 homens em uma van abandonada no centro de Nuevo Laredo.
A
maioria dessas mortes ocorridas perto da fronteira com os EUA é
atribuída à guerra entre os Zetas e o chamado Cartel de Sinaloa.
Taperoá em foco



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