Segundo Suélio Alves, supervisor administrativo da unidade regional, no dia 5 de janeiro deste ano, um mesmo número de celular ligou 144 vezes. Já no dia 14 de abril, uma linha diferente repetiu os telefonemas enganosos 94 vezes. "Desde janeiro, a média é de 40 trotes por dia", informou. Na capital paraibana, por exemplo, em janeiro a média de trotes era de 13% por dia.
Apesar de fazer apelos nas rádios da cidade desde o começo do ano,
inclusive divulgando os números dos celulares de onde as chamadas são
originadas, o supervisor resolveu tomar uma providência na semana
passada. Ele encaminhou às autoridades um relatório dos trotes recebidos
contendo número do telefone, dia e horário da chamada.
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"São cinco linhas, dois atendentes e 20 ambulâncias que abragem 26
municípios do Sertão. Nós temos um sistema que nos permite receber cinco
chamadas ao mesmo tempo, sem que o telefone dê ocupado. Mas se houver
uma grande urgência e todas as linhas já estiverem ocupadas com trotes,
acaba prejudicando a população que realmente precisa de socorro",
explicou Suélio.
Segundo ele, o relatório foi entregue também ao Ministério Público
Estadual, que chegou a pedir na Justiça o bloqueio das duas linhas em
questão, porém ainda sem resposta. Um inquérito foi aberto pela delegada
Patrícia Forny, da Polícia Civil. O objetivo é identificar os
responsáveis pelos trotes para aplicar multa, conforme previsto em lei.
"Eu até liguei do meu celular pessoal, mas a pessoa que atendeu não
falou nada. Ao fundo, eu escutei o barulho de um programa de rádio e
liguei para a mesma emissora pedindo para divulgar uma nota à
população", disse o supervisor.
Em dezembro do ano passado o governador Ricardo Coutinho (PSB)
sancionou uma lei estadual que pune com multa de R$ 100 quem fizer
ligações enganosas para telefones de emergência, como os do Samu, Corpo
de Bombeiros, Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop de João
Pessoa), Central de Operações da Polícia Militar (Copom) e Defesa Civil.
Taperoá em foco
com g1 pb



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