Bem abaixo tecnicamente na primeira etapa e um pouco melhor na segunda -
mas só um pouco -, o time de Muricy Ramalho esteve longe de seu normal.
Neymar tentou pouco - mas tentou. E Ganso foi completamente omisso. E
nas poucas vezes em que tentou passe, errou e armou contra-ataque para o
adversário.
O Vélez, até por isso, dominou a partida, mesmo sem ser brilhante.
Sempre contando com as boas jogadas de Martínez, disparado o melhor em
campo. Obolo, após 16 jogos em jejum, desencantou - e só não fez outro
por causa da boa atuação de Rafael
.
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Muricy até tentou mudar a dinâmica da partida usando Borges no lugar do
apagado Alan Kardec. A intenção da alteração foi boa: usar o bom pivô
do centroavante para segurar a bola na frente e triangular com Neymar e
Ganso. Em alguns lances deu certo, mas não o suficiente para ameaçar
Barovero. O técnico também substituiu Elano por Felipe Anderson, sem
sucesso.
Na pressão da sua torcida, que encheu o estádio José Amalfitani, os
argentinos repetiram o placar do Boca Juniors sobre o Fluminense. O
Santos de Neymar não conseguiu superar o de Pelé para quebrar o pequeno
tabu sem vitórias sobre o Vélez (agora, são quatro jogos, com duas
derrotas e dois empates).
Com o resultado, o mais provável é que o Alvinegro decida mandar o jogo
de volta, na próxima quinta-feira, na Vila Belmiro, onde tem 100% de
aproveitamento: oito vitórias em oito partidas. A confirmação deve sair
nesta sexta-feira. Pacaembu e Morumbi são as outras opções.
Para chegar à semifinal, o Peixe precisará de um triunfo por pelo menos
dois gols de diferença. Em caso de repetição do placar, a vaga será
decidida nos pênaltis.
Taperoá em foco
com globoesporte



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