O Coordenador da Secretaria de Organização do Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação da Paraíba (SINTEP-PB), Paulo
Tavares, falou ao ClickPB nesta quinta, 10, sobre a Medida provisória
193, do governo do Estado, que pretende retirar o Plano de Carreira e
Salários dos professores da Paraíba.
Segundo Paulo Tavares, o
Governo está "rasgando o PCCR dos professores". "O governo não pode dar
aumento para professores dos níveis um e dois da classe A porque não há
professores nesses níveis", relatou. Segundo ele, o último concurso que a
Paraíba realizou para professores dos níveis citados aconteceu em 1994,
"agora, os professores aprovados neste ano já estão, pelo menos, no
nível quatro. Em três anos, no máximo, os educadores das classes A e B
estarão ganhando o mesmo salário, Ricardo Coutinho está socializando por
baixo", complementou.
O sindicalista disse que o governo tem
recebido solicitações de audiência para discutir as questões da educação
paraibana com os profissionais, mas não responde os ofícios enviados.
Segundo Paulo Tavares, a última audiência com representantes do Estado
aconteceu em julho do ano passado. "Há dez meses tentamos uma audiência e
nada, desde a época que Scocuglia era secretário, agora com Harrison
Targino não está sendo diferente. Eles não se dignaram a descer do
pedestal para falar com os pobres não", reclamou o coordenador de
Organização do Sintep-PB.
Na próxima quarta-feira, 16, os
professores participarão de uma manifestação pela paz nas escolas, mas
Tavares afirmou que a MP do PCCR também será abordada durante a
caminhada. "A questão da intolerância do Estado será abordada com
certeza, eles colocam por aí que a mudança foi uma coisa boa e que foi
discutida com sindicatos, mas que sindicatos participaram da discussão? O
Sintep não foi. Nós vemos que o Governo do Estado começará a pagar o
piso salarial atrelado ao Plano de Carreira, como o professor será
valorizado sem o Plano de Carreira?", questionou Paulo Tavares.
"É
uma falta de estímulo para o professores desde a classe B até a classe
E, assim os professores não tem ânimo para ensinar na Paraíba. Para
aqueles que não tem especialização nem vão querer se qualificar sabendo
que não há valorização. Ricardo Coutinho congelou os vencimentos das
classes e disse que aumentou o salários das classes A e B. Se ele
estivesse seguindo o plano hoje, a diferença do classe A para a B
deveria ser de quase R$ 300 reais, mas atualmente é de apenas R$ 100",
relatou Paulo Tavares.
Paulo finalizou dizendo que os
trabalhadores em educação estão protestando contra essa Medida
Provisória 193 para tentar manter o Plano de Carreira, "nós queremos
saber o dia que a MP entrará em pauta para realizarmos uma grande
manifestação na Assembleia Legislativa. O Governador nem assinou a MP,
ele se afastou do governo e deixou pra Rômulo assinar, talvez ele nem
saiba o que estava assinando e se souber é pior ainda. Mas Ricardo
Coutinho não teve coragem de assinar", finalizou o coordenador da
Secretária de Organização do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras
em Educação da Paraíba (Sintep-PB), Paulo Tavares.
O ClickPB
tentou falar com o deputado Hervázio Bezerra, líder do governo na
Assembleia Legislativa, mas, até o fechamento desta matéria, as ligações
não foram atendidas.
Taperoá em foco
com click pb



.jpg)

