A tarde desta terça-feira (05) foi marcada por um ato vergonhoso
feito por funcionários do Governo do Estado na cidade de Taperoá, que
alegaram está a cumprir ordens da Secretaria Estadual de Educação.
Após a controversa retirada de equipamentos do hospital ainda não
inaugurado da cidade e que foi destinado a recém ampliada unidade
hospitalar de Sumé, vários alunos da escola municipal Osvaldo da Costa
Vilar, que fica localizada na comunidade Cosme Pinto, quase que ficavam
sem as carteiras e ficariam sem condições de estudar por algum tempo.
Segundo informações repassadas pelo radialista Luciano Silva,
alguns funcionários do Estado se dirigiram a escola com uma ordem de
levarem todo o material pertencente ao Governo do Estado, isso sem
nenhum documento ou determinação judicial. O vigilante da escola de
imediato entrou em contato com a diretora, Socorro Diniz, que entrou em
contato com o procurador do município de Taperoá, Marcos Vilar, a fim de
solucionar o impasse.
Ao chegarem a instituição, as cadeiras já estavam todas do lado de
fora e prontas para serem levadas, sem inclusive destino certo. O
procurador impediu que as carteiras fossem levadas e justificou que o
Governo do Estado em nenhum momento entrou em contato com a Prefeitura
de Taperoá para requisitar os objetos.
Após deixar as dependências da escola, cerca de meia hora depois,
novamente o procurador foi acionado com a tentativa reincidente dos
funcionários de levar o material. O procurador procurou saber da
ex-diretora a razão dessas cadeiras serem levadas sem nenhum aviso
prévio a Secretaria de Educação do município e ela informou que há uma
determinação vinda do Estado para a retirada das mesmas e ali eles
estavam para cumprir essa determinação.
Para evitar maiores transtornos de uma possível volta a escola, já
que os mesmos possuem cópias das chaves, o procurador Marcos Dantas
pediu reforço da guarda municipal para vigiar o prédio e evitar uma
possível invasão.
Na escola estudam 20 alunos na parte da manha, pela rede municipal de
ensino. O prédio é do município, mas funcionava também em parceria com o
Estado, que no ultimo mês finalizou os seus serviços. Agora, o Governo
resolveu levar todo o material que realmente lhe pertence, mas sem
comunicação oficial a Secretaria de Educação do município, o procurador
alegou que seria ilegal tal ato, além de um ‘desrespeito’, como
classificou.
A reportagem do De Olho no Cariri não conseguiu contactar a
Gerencia de Educação de Campina Grande para comentar as denúncias e
explicar sua versão sobre o ocorrido.
Taperoá em foco
com de olho no cariri
foto : p.t



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