"A derrota deixa os erros muito mais claros. Agora é repensar em tudo
que a gente fez para melhorar nas outras competições. Não gostei da
minha prova, não", disse o nadador, ao sair da piscina, à Record.
"Parabéns para o cara [Manaudou], foi o melhor tempo da vida dele."
Sem o ouro de Cielo, Adhemar Ferreira da Silva continua como o único
brasileiro a conquistar o título em duas edições seguidas dos Jogos, com
os ouros no salto triplo em Helsinque-1952 e Melbourne-1956. Robert
Scheidt, Marcelo Ferreira e Torben Gral, na vela, e Giovane e Maurício,
no vôlei, conseguiram dois ouros nos Jogos em toda a história, mas
consecutivos.
Antes do feito da dupla de nadadores, só o vôlei de praia tinha visto
duas medalhas na mesma prova para atletas brasileiros. Em Atlanta-1996,
Jaqueline e Sandra Pires foram as campeãs, batendo Adriana e Mônica na
final. Quatro anos depois, em Sydney, Adriana Behar e Shelda foram
prata, com Adriana e Sandra levando o bronze. Em Pequim-2008, as duplas
masculinas também repetiram o feito, com prata para Márcio e Fábio Luiz e
bronze para Ricardo e Emanuel.
Cielo dominava a prova desde os Jogos de Pequim-2008, quando foi
campeão olímpico com 21s30, e mundial em Roma-2009 e Xangai-2011. Em 18
de dezembro de 2009, no Pinheiros, em São Paulo, na última prova com os
maiôs tecnológicos, ele quebrou o recorde mundial, com 20s91, marca que
permanece até hoje.
Em Pequim-2008, Cielo foi bronze nos 100 m livre, resultado que ele
também não conseguiu repetir em Londres. O nadador chegou a liderar a
prova, mas cansou nos últimos metros e ficou apenas com o sexto lugar.
Cielo soma agora três medalhas olímpicas, uma a menos que Gustavo
Borges, o recordista brasileiro em número de pódios. Ele foi prata nos
100 m livre em Barcelona-1992, prata nos 200 m livre e bronze nos 100 m
livre em Atlanta-1996, e bronze em Sydney-2002 no 4x100 m livre.
Taperoá em foco
com uol



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