Ao iniciar a fala, a senadora afirmou que foi “afrontada” pela mulher
do contraventor. Kátia Abreu relatou que Andressa disse, em entrevista à
imprensa, que teria um dossiê contra ela. A mulher de Cachoeira teria
dito ainda, segundo Kátia Abreu, que a senadora sempre pedia dinheiro a
Cachoeira para financiar campanhas.
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“Carminha e Max só na TV. Não vão jogar meu nome no lixão, não, porque
eu não sou uma criança indefesa, sou uma mulher forte”, disse a
senadora. “Pelo visto, a bela resolveu ser fera e ela precisa ter muito
cuidado para não ser enjaulada”, disse ainda a parlamentar. Kátia Abreu
citou a lei que trata das comissões parlamentares de inquérito.
A CPI do Cachoeira, instalada desde abril no Congresso, investiga as
relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e
privados. Na operação Monte Carlo, da Polícia Federal, o grupo de
Cachoeira é apontado como participante de fraudes dentro da
administração pública, através da influência de políticos e empresas.
"Talvez eu seja a única senadora afrontada por esta senhora. A lei
1.579, que criou a CPI em 1952 por Getúlio Vargas, diz que constitui
crime impedir ou tentar impedir mediante violência ou ameaça o regular
funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito [...] e remete ao
Código Penal dando detenção de dois meses a dois anos", destacou a
senadora.
A senadora também chamou Andressa Mendonça de “mentirosa e
caluniadora”. “Essa calúnia é uma vingança [...] Ela não vai me
intimidar. Estou aqui na primeira fila aguardando esta senhora Cascata”,
afirmou Kátia Abreu, antes da chegada de Andressa Nascimento à CPI.
Na semana passada, a mulher do contraventor foi acusada de tentar
chantagear o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha. Ela foi levada à
sede da Polícia Federal de Goiânia para prestar depoimento, e teve de
pagar fiança de R$ 100 mil para não ser presa. Além da fiança, Andressa
foi proibida pela Justiça de visitar Cachoeira.
Taperoá em foco
com g1



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