O insucesso eleitoral obtido no último domingo (7), após a sua terceira
derrota consecutiva, na luta por um mandato majoritário, fez o
ex-governador José Maranhão (PMDB) enfrentar um grande processo de
isolamento e forte depressão.
A situação foi confidenciada por um político que é amigo particular do
líder do PMDB, que confirmou a nossa reportagem que Zé tem se eximido de
sair de casa e que passa a grande parte do dia em seu quarto.
A fonte também contou uma confidencia recente de Zé, que em tom de
desabafo, questionou certo ‘desprestigio’: “Fui abandonado por todos!”,
externou o político que tem 79 anos de idade e que governou a Paraíba
por três ocasiões.
Tal ‘abalo’ se deu em face das constantes pressões sofridas pelo líder
político que ainda não oficializou apoio a um dos dois palanques no
segundo turno em João Pessoa.
Do lado de Cícero Lucena (PSDB) pesa a amizade e a cumplicidade
estabelecida no último embate político, quando praticamente ‘juntos’
enfrentaram as candidaturas de Luciano Cartaxo (PT) e Estela Bezerra
(PSB). “Tenho por Cícero um grande apreço”, confidenciou Zé ao amigo há
horas atrás.
Já um consequente apoio ao PT de Luciano Cartaxo é visto por bons olhos
pela cúpula nacional da legenda, e a pressão sofrida por Maranhão é
tamanha, que expoentes da política nacional como a presidenta Dilma
Rousseff (PT) e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) já teriam entrado
em contato político paraibano.
A situação de Zé Maranhao é tão difícil, que na linguagem metafórica
podemos citar uma bola dividida, quando numa determinada situação, um
personagem precisa fazer uma escolha que automaticamente provoque
euforia de um lado e revolta e desprezo por parte dos não escolhidos.
Ou seja, a ‘depressão’ de José Maranhão tem muitos motivos, ou melhor,
inúmeras conjunturas que podem aniquilá-lo do mundo político.
Taperoá em foco
com ALAN RICHELLY



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