https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIzjfDAt251l3UTpyMFH_Y6KUK6c5DT31uHgocNu5o148jHbFmSc6fxjKf93S5ySIouBTdh4ezeFz7xboKWTXjmrIDD-NVn96LHr49L2wYilovxQ8n03CyVAEMqDUayZtbkY1VH_vVj7U/s1600/BANNER-ANUNCIE-AQUI-728X904.jpg


Evaldo Gonçalves relata a genialidade do Taperoaense Ariano Suassuna diante da grandeza de Niemeyer

Facebook Twitter Mais Mais Mais

Ariano Suassuna, eminente conterrâneo, cujo reconhecimento intelectual ganhou dimensão internacional, - daí seu nome lembrado para o Prêmio Nobel de Literatura – transformou suas conferências em verdadeiros espetáculos de risos e bom-humor, graças à singeleza e à informalidade que empresta às suas narrativas nessas ocasiões de auditório pleno.
           
Se em suas produções literárias, Ariano Suassuna se comporta com extrema maturidade literária e invejável fidelidade aos tipos que descreve, sua presença nos grandes auditórios alcança transcendências tais que unem corpo e alma numa transfiguração que o torna cada vez mais autêntico, sem prejuízo do fulgor da genialidade.
           
Nesta última estada na Paraíba, a convite da Academia Paraibana de Letras e da Procuradoria Geral do Estado, Ariano Suassuna ultrapassou, em termos de plateia, toda a imensurável dimensão e capacidade do Auditório da Estação Ciência, e seus entornos, a tal ponto que, mesmo já tendo falecido, Oscar Niemeyer espera a primeira oportunidade para defender seu projeto e rever seus cálculos, se for o caso, duvidando da multidão que acorreu à última Conferência-Espetáculo protagonizada pelo Cavaleiro Condecorado.
           
O imortal de Taperoá, sem querer polemizar com o célebre Arquiteto, com muitas obras na Paraíba, ao saber da intenção de Niemeyer, teria respondido: você me superou em tudo.  Todavia, na arte de fazer rir, estou cumprindo a missão sublime de levar muita alegria e bom humor ao povo deste país.
       
Essa constatação não é só de quantos têm prestigiado seus espetáculos culturais. É Ariano Suassuna, hoje, unanimidade nacional, e, segundo ele, de todos os seus desempenhos, o de que ele mais gosta é de se comportar, no palco, como palhaço, num gesto de humildade, homenageando os queridos artistas dos circos populares, que frequentaram a nossa imaginação, e ainda o fazem, concorrendo em igualdade de condição e tecnologia com os grandes e atuais veículos de lazer e comunicação.
       
Bem. Nisso estamos de pleno acordo. Todavia, quanto à discussão entre Ariano Suassuna e Oscar Niemeyer, é querela de gênios, e dela estou fora, dando por terminada esta minha despretensiosa participação em tão elevado debate.










Taperoá em foco
com  Evaldo Gonçalves