Em Taperoá temos o açude que abastece a cidade já secando e a possibilidade de trazer água do açude Mucutú, em Juazeirinho, distante cerca de 30 kms, com adutora parcialmente implantada e capaz de socorrer uma situação crítica.
Leio
nos jornais da cidade que o Governador ponderou a qualidade da água
para não concluir a adutora; e que o Prefeito Jurandir acha a qualidade
dessa água do Mucutú igual ou até melhor do que a do açude Manoel
Marçonilo.
Leio também que algumas pessoas de Taperoá foram até Juazeirinho conferir a qualidade dessa água, preocupação maior.
Quero entender que crise de falta d’água é maior que tudo isso.
Os
caririzeiros sempre foram exigentes quanto à qualidade da água para
beber. Tudo bem, mas a água de beber é a menor quantidade da água
necessária para a população.
Muito
mais água precisa-se para higiene pessoal, lavar chão, lavar prato e
outros usos. Todos referidos à saúde. E saúde não tem preço.
Para
a água de beber temos a de cisternas, podemos comprar água mineral de
fora e outras alternativas menos dolorosas. Dentro de um jeito que se
possa dar.
Discutir o gosto de uma comida com a barriga cheia é outra coisa, diferente de uma hora de fome.
Que
venha e quanto mais ligeiro melhor, a água do Mucutú. Não se perca
tempo enquanto a água do açude Manoel Marçonilo ainda existe.
Taperoá em foco
com Marcelo Dantas



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