O Instituto Social Fibra (uma das Organizações Sociais que participa da gestão pactuada do governo Ricardo Coutinho) está sendo acusada de repassar dados falsos à Receita Federal dos médicos que trabalham na Maternidade Peregrino Filho, em Patos. “Todos nós caímos na malha fina por conta de informações não verdadeiras”, declarou um dos profissionais que preferiu não revelar o nome com medo de represálias.
De acordo com o médico, apesar de o governo ter rescindido
unilateralmente o contrato com Instituto Social Fibra no início deste
mês após ter detectado vícios e irregularidades constatadas na execução
dos contratos, a nova ONG – Gerir – manteve a mesma equipe de diretores
da Fibra à frente da maternidade. “Foi uma mudança de fachada” desabafa.
Amanhã, os profissionais de saúde se reúnem com os diretores da
Peregrino Filho para discutir atraso e reajuste salarial. Eles
reivindicam equiparação com os médicos de João Pessoa e Campina Grande.
“Se não houver avanços vamos parar”, alerta.
Ainda de acordo com o médico, a situação dosprestadores de
serviçoainda é pior: os salários estão em atraso desde o mês de
fevereiro.
No ano passado, o Instituto Social Fibra recebeu R$ 15.646.199,36
pelos serviços realizados na Paraíba. A Fibra administrava os serviços
da UPA de Guarabira, da Maternidade Peregrino Filho, em Patos e do
Hospital Antônio Hilário Gouveia, em Taperoá.
Taperoá em foco
com Click PB



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