Nosso estado parece mesmo fadado a irregularidades praticadas por nossos “nobres” representantes políticos, pelo menos no que se refere a obras do Governo da Paraíba. Apesar da revelação ter sido feita inbox através de uma internauta que reside num sítio próximo a pequena e pacata cidade de Cabaceiras, no outro dia já havia uma postagem no perfil do Facebook de outra internauta que fez questão de torna-la pública.
Sendo assim,
estaremos tornando-a ainda e cada vez mais evidente para que o
Ministério Público possa tomar as devidas providências e ao que me
parece a Superintendência de Administração do Meio Ambiente também
deverá tomar medidas cabíveis, se assim se fizer necessária.
Conforme as
denúncias, o Governo do Estado, através da Construtora Cappellano Ltda,
responsável pela obra de esgotamento sanitário, na cidade de Cabaceiras
está conseguindo aumentar ainda mais a poluição do Açude Epitácio
Pessoa, popularmente conhecido como Açude de Boqueirão, este mesmo que
fornece água para Campina Grande, Boqueirão, Queimadas, Pocinhos,
Caturité, Riacho de Santo Antonio e Barra de São Miguel.
Pois bem, o
Governo do Estado, através da já citada Construtora iniciou em
Cabaceiras há pouco mais de duas semanas, a rede de esgoto sanitário,
diga-se de passagem de grande relevância para os moradores do município e
também para o meio ambiente, se não estivesse sendo feita “nas coxas”
como diz o dito popular.
A pergunta que
não quer calar é: – Por que seus dejetos fecais vão ser depositados em
um “fossão” que fica a apenas 100 metros do leito do Rio Taperoá e a
apenas 4 metros do seu lençol freático? Segundo informações a obra
pertence ao Governo do Estado, mas que teve anuência da Prefeitura
Municipal de Cabaceiras, que tinha como prefeito à época Ricardo Aires.
Por que optar
pelas margens do Rio Taperoá? Será que é de conhecimento do governador
do estado, Ricardo Coutinho? E a Sudema permitiu essa irregularidade?
Inclusive a obra está sendo feita na propriedade da família Cordeiro,
hoje pertencente a herdeiros. Estão achando pouco a poluição já
existente no Açude Epitácio Pessoa?
Faço estas e
outras perguntas porque ao receber a denúncia procurei buscar
informações dessa tal Construtora Cappellano e descobri que apesar de
quase um século de atuação no Brasil, a empresa está estabelecida em
nosso estado há apenas seis meses e sequer tem telefone fixo. Sabemos
dos péssimos serviços prestados por nossas operadores telefônicas no
Estado, mas tanto tempo assim não daria para instalar uma linha
telefônica para atendimento ao público e a imprensa?
Ainda conforme as denúncias, há indícios de que as obras sejam supostamente superfaturadas e atua sem licença ambiental.
Tomei a
liberdade de ligar para São Paulo, onde a empresa é sediada, mas ao
atender o telefone (11) 5594-2500, a criatura do outro lado sequer sabia
da atuação da empresa na Paraíba.
Após a
repercussão da denúncia nas redes sociais, a ONG Organização Brasil
Solidário se interessou pelo assunto e disse através de comentários que
vai encaminhar o caso à especialistas do Instituo Venturi que são seus
parceiros e que irá aguardar um posicionamento. A referida ONG tem como
missão promover programas de continuidade e de desenvolvimento
territoriais sustentáveis voltados à educação, saúde, preservação do
meio ambiente e inclusão social, tornando-os uma referência no Brasil e
no mundo pela excelência, seriedade e confiabilidade de seus resultados
comprovados.
Agora é
aguardar as respectivas fiscalizações a esta empresa, que no sentido
literal da palavra está fazendo uma grande “obra” em Cabaceiras e que
fará todos os municípios dependentes do Açude de Boqueirão beber fezes.
Taperoá em foco
com informações de Simone Duarte



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