O cantor Reginaldo Rossi foi sepultado, neste sábado (21), no
Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife. A cerimônia foi
acompanhada por centenas de fãs, que entoaram a canção "Recife, Minha
Cidade" enquanto pétalas de rosas eram lançadas sobre o caixão. O
trompetista Ernesto Paula, integrante da banda de Rossi há mais de 30
anos, também emocionou o público ao tocar um trecho da música. "Era uma
das que ele mais gostava", ressaltou. Dezoito PMs ainda homenagearam o
compositor com três salvas de tiros. Antes do enterro, familiares e
amigos do músico participaram de uma missa, celebrada pelo padre Hélio
do Nascimento, da Paróquia de São Francisco de Assis, situada no mesmo
município.
“Nesse momento eu choro de saudade, mas não quero chorar a morte
dele. Quero celebrar toda a vida dele, toda a felicidade que ele trouxe
para todos nós. Quero agradecer imensamente meu pai por toda a sua
dedicação, por toda sua luta”, disse Roberto Rossi, filho do cantor
durante a celebração na capela do cemitério.
A aposentada Josefa Simões chegou ao cemitério às 16h para se
despedir do ídolo. “Reginaldo foi o motivo do meu primeiro e único amor,
que conheci dançando as músicas dele. Foi um pedaço de mim que se foi”,
lembrou, lamentando não ter conseguido acompanhar a missa na capela. A
cerimônia foi fechada a parentes e amigos mais próximos do artista.
A doméstica Isabel Francisca reuniu toda a família para se despedir
do “Rei do Brega”. “Fomos ontem à noite [sexta] à Alepe [Assembleia
Legislativa, local do velório] e hoje [sábado] viemos direto para cá,
homenageá-lo. Eu o amo, ele era muito romântico e colocava nós,
mulheres, lá em cima", comentou.
Alguns fãs vieram de outras cidades para dizer adeus ao artista. O
fisioterapeuta Dawson da Silva saiu de Campina Grande (PB) com a
sobrinha Lívia Oliveira para acompanhar o sepultamento. “Acredito que
todo mundo gosta de Reginaldo Rossi, ele tinha uma forma ímpar de cantar
e de encantar as mais diferentes gerações. Era um jeito singular, todo
dele", afirmou.
O vocalista da banda Faringes da Paixão, Marcelo Araújo, destacou que
Reginaldo era uma referência. “É pesado você ver seu maior ídolo
partir, desde pirralho ele é uma referência para mim", contou,
ressaltando a simplicidade do “Rei do Brega”. "Eu achava que ele nem
conhecia a banda, mas quando tive oportunidade de conhecê-lo, ele falou
sobre nós, que já tinha visto o show e deu várias dicas", recordou.
O velório de Rossi foi realizado na Assembleia Legislativa de
Pernambuco, no Centro do Recife. O caixão com o corpo dele foi levado em
cortejo até o cemitério em uma viatura do Corpo de Bombeiros na tarde
deste sábado (21). A caminhada atraiu admiradores e fãs, que fizeram
homenagens durante todo o trajeto.
Falência múltipla
Rossi morreu na manhã desta sexta-feira, no Recife, de falência
múltipla de órgãos, decorrente das complicações de um câncer no pulmão
direito.
O médico Jorge Pinho, um dos integrantes da equipe que tratou do
artista, contou que o paciente vinha melhorando, mas, na quinta-feira
(19), apresentou fadiga muscular e insuficiência respiratória, com queda
no oxigênio. “Por isso nós tivemos que interceder para fazer nova
intubação. Ele teve que respirar com a ajuda de aparelhos, tivemos que
sedar o paciente, porque faz parte do protocolo”, esclareceu.
De acordo com Pinho, Reginaldo estava sedado, cercado de cuidados
devido a essa piora no quadro clínico. “Mesmo com a hemodiálise sendo
realizada, os rins dele não vinham respondendo. Ele estava anúrico, ou
seja, sem urinar nada. Todos os órgãos têm que participar em harmonia
para haver sucesso do tratamento”, afirmou.
Taperoá em foco
com G1



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