A Paraíba deverá assistir nos próximos dias, um cenário até pouco tempo
inimaginável. Seguindo a linha do pragmatismo político à risca, o
senador e candidato ao governo do estado da Paraíba, Cássio Cunha Lima
já estaria costurando, para um eventual segundo turno, uma aliança com o
PMDB e com o PT. Segundo informações de alguns parlamentares
peemedebistas de Campina Grande, o tucano já teria garantido declarar
apoio a candidata a presidente, Dilma Rousseff (PT).
Na cúpula peemedebista da Paraíba, as discussões são intensas e nem
todos concordam com a decisão em apoiar o candidato Cássio Cunha Lima.
No entanto, a ordem da nacional do PT é de que as alianças devem ser
feitas com quem declarar apoio a Dilma, independente de sigla
partidária. Ou seja, havendo segundo turno no estado, o candidato à
reeleição, Ricardo Coutinho perderia os apoios do PT e do PMDB.
Como, em nível nacional, as eleições desenham um eventual segundo turno
entre as presidenciáveis Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT), e na
Paraíba, entre Ricardo Coutinho (PSB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), a
saída para o tucano, que não deseja perder em hipótese alguma a corrida
ao Palácio da Redenção, deverá mesmo seguir o pragmatismo político e
cair nos braços da petista, Dilma Rousseff (PT).
Sendo assim, a força do tucano no Estado crescerá consideravelmente,
num eventual segundo turno. O que não se sabe é, como o eleitorado
tucano, petista e peemedebista reagirá a uma aliança dissensual como
esta. Os reflexos no eleitorado paraibano, poderão ser diferentes do
pragmatismo político, praticado e aceito simploriamente, por alguns
políticos. Talvez a população não absorva tamanha praticidade. Os
eleitores dos dias atuais não são os mesmos de décadas atrás.
Em meio a concretização de uma aliança entre PSDB, PT e PMDB, no
segundo turno aqui na Paraíba, com certeza, as legendas tenderão a se
dividir. O PT paraibano, terá que escolher entre o projeto de Dilma ou o
projeto do governador RC. Nesse cenário, estão em jogo, reeleição do
prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo em 2016 e seu projeto ao
governo em 2018, com o apoio do socialista. O que prevalecerá?!
A suplente do candidato ao Senado peemedebista, Nilda Gondim já teria
concordado, desde que CCL cumpra de fato a promessa feita a cúpula do
PMDB, ou seja, declarar abertamente que apoia e vota na presidenciável,
Dilma Rousseff (PT). As conversas sobre este fato, ocorreram neste final
de semana.
As informações foram repassadas por políticos do próprio PMDB.
Taperoá em foco
com Simone Duarte



.jpg)

